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JaSz | Evolução dos drippers e RDA (Rebuildable Dripping Atomizer)

Hoje falo-vos de RDAs ou drippers.

Caso não saibam o que é um dripper, trata-se de um atomizador que permite que possamos reconstruir as nossas resistências usando diversos materiais, tais como Kanthal, Algodão, Sílica, Malha

de aço, etc. Não entrarei em muitas explicações para não alongar o artigo.

Existem inúmeros modelos de RDAs no mercado, começando por drippers de linha iniciante como o exemplo da marca UD Technology que fabricou o IGO-L e IGO-S no inicio, logo depois passou para o IGO-W (W,W3 e

W4) que tem o sistema de 3 postes dando a possibilidade para executar builds em dual-coil, no caso do W4 já tem sistema de 5 postes e permite builds em quad-coil, até uma linha mais mid-end e/ou High-end como é exemplo o Origen, Zenith, Mephisto, Qusar, Tobh, APO, etc.

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Há cerca de 4 anos atrás, os atomizadores 510 (Fig.1) usavam um cartucho com polyfill (enchimento espumoso de cor branca, Fig.3) que ensopado em e-liquido era encostado a uma ponte metálica (chamada de bridge) e com o calor gerado pela resistência aquecia a dita ponte, que estando em contacto directo com o polyfill ia vaporizado o e-liquido.

Ora isto na altura era a solução primária para usar um DSE510 ou o DSE901 (ecigs com um formato mais similar ao cigarro analógico), mas como não sortia um efeito tão bom como o que era de se esperar, passou-se a usar o atomizador 510 para pingar directamente o e- liquido pela parte lateral da ponte, pois antes desta usava-se o próprio cartucho mas sem o polyfill para inalar o vapor, ou seja, teriamos de retirar o cartucho no atomizador para pingar 3 gotinhas e tornava-se pouco prático, ao acontecer isso foi necessário “inventar” a drip-tip. E assim já se podia “drippar” relativamente bem e o sabor era muito mais activo e produzia muito mais vapor.

Alguns vapers como eu, com uma pinça lembraram-se de retirar a ponte do atomizador 510 para que as gotas caíssem directamente sobre a resistência, poucos meses depois já existia essa opção de compra em atomizadores bridgeless (sem a peça, a chamada ponte).

Isto tudo para que tenham a noção daevolução dos drippers.

O problema destes drippers entre muitos era que passado 1 mês ou às vezes menos que isso, lá ia o atomizador 510, 306 ou 901 para o lixo e teríamos de comprar outro que iria durar justamente o mesmo tempo por um valor alto, estaríamos a falar de um valor entre 7€ e 10€ por um atomizador novo, e ás vezes mais, se fosse um atomizador 306 LR Cisco custava uns bons 15 ou 16€.

O dripper não é um sistema novo, era apenas pouco prático visto ser necessário pingar 3 gotas de cada vez, mais do que isso iria ficar liquido em excesso e não se conseguiria extrair vapor decente, logo 3 pingas daria para umas 4 ou 5 puxadas (bafos).

fig2 fig2

Saíram de moda imediatamente quando se arranjou um cartomizador decente, os Boge (Fig.2) ou Kanger, aproveitou-se a boleia e criou-se o cartotank, mas isso será outra história, neste caso vou-me manter nos RDA.

Continuando, no inicio dos RDA usava-se sílica, e os próprios modelos de RDA eram raros e/ou eram caros para burro.

Lá saíram para o mercado uns RDA mais em conta, com sistema de 2 postes (logo apenas podíamos usar single coil) com diâmetros limitados de cerca de 13 e 14mm, com pouco espaço no deck para se montar as resistências, o kanthal disponível também era limitado, etc.

Com a introdução de dripper mais largo como o patriot, as coisas mudaram. E agora estamos muito bem servidos. 🙂

Na minha experiência deixo aqui as vantagens e desvantagens dos RDAs:

Vantagens de um dripper:

• Possibilidade de ajustarmos o valor da resistência que queremos.

• Manutenção económica.

• Facilmente lavável.

• Compacto (tornando a mod que o sustenta parecer mais aceitável em termos dimensionais).

Desvantagens do dripper:

• Verte líquido quando na horizontal.

• Pouco prático para transporte, pois num bolso vai ser uma desgraça.

• Pouca capacidade de líquido (mas mesmo assim alguns têm 10x mais capacidade que os atomizadores 510 da altura).

Este artigo não é uma explicação de como se deve fazer as resistências no RDA, trata-se de um retrato da evolução dos RDA desde da sua origem. Espero que achem interessante e que possam contar aos vossos netos a origem do dripping.

Forte abraço,

João Cavaco (jaSz)

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